A APARIÇÃO DA MÃE A SI MESMA

No outro dia, em conversa com uma colega de trabalho que, assim como eu (e boa parte de vocês), faz uma ginástica mirabolante para conciliar vida familiar com o trabalho, ouvi-a dizer-me, baixinho, que tem medo que a filha pense que ser mãe é demasiado penoso.
Aquelas palavras, ditas no silêncio de um fim de dia chuvoso - em que ansiávamos todas ir para casa abraçar os nossos filhos - fizeram-me estremecer.
Estamos, tantas vezes, tão cansadas. Chegamos a casa cheias de vontade de brincar com os nossos filhos, de os acariciar, de ser melhores mães e... e...e, cá entre nós...a montanha pariu um rato.
Pois é. Embrulhamos-nos de tal maneira nos afazeres do fim-do-dia [desde o banho, ao jantar até à louça do pequeno-almoço que ainda está na pia para lavar] que até nos esquecemos das nossas intenções de cuidar. Deles e de nós também.

Às vezes, quando já estão todos a dormir e o meu corpo ainda suporta o esforço, fico a olhar-me ao espelho. Só a olhar [tal e qual Virgílio Ferreira sugere em "Aparição"].
Vejo como esse cansaço começa a revelar-se, aos bocadinhos, nas linhas do meu rosto.
Procuro - muitas vezes sem encontrar - o brilho de outrora dos meus olhos.
Não que isso me chateie. São sinais de uma vida muito feliz.



Mas seria hipócrita se vos dissesse que isso não me importa.
Não me chateia, mas importa-me. Há uma grande diferença, não há?
E tanto importa que tenho perdido algum tempo a saber mais sobre cremes de rosto, sérum, cremes anti-olheiras e todas esses supostos elixires de juventude.
Experimentei muitas marcas - melhores e piores - mas ou me faziam borbulhas (eu sei que quero parecer mais nova, mas não preciso de voltar à puberdade, ok?) ou então eram soluções demasiado líquidas que me deixavam com a pele muito seca (sobretudo nos dias a seguir às gravações quando a minha pele está mais fragilizada da maquilhagem).

Descobri a semana passada uma gama de passos simples que, para além de hidratar no ponto certo, tem uma ação de antienvelhecimento global que protege a pele das principais agressões do dia-a-dia (stress, fadiga e luz solar) e da luz azul. Sabem o que é a luz azul? É a luz emita por ecrãs, tablets, smpartphones... enfim, pela tecnologia de uma forma geral que, pelos vistos, tem efeitos muito nocivos para a pele.

Mas saindo dos cremes e voltando a mim (que é como quem diz a cada uma de vocês), vale a pena não nos boicotarmos. Vale a pena olhar para o espelho e descobrir quem somos. Por dentro e por fora também.
E vale a pena cuidarmos de nós.
É uma verdade La Palisse dizê-lo mas praticá-lo nem sempre é fácil.
Bora tentar?






Comentários

  1. Olá Mariana!!!
    Como me revejo nas tuas palavras!!! Os sinais do tempo, eu nao me chateio com eles, afinal são a soma e os reflexos que contam a minha história, mas importo-me com eles sim!!!
    Há dias descobrir um par de brancas!!! E bora lá tratar delas, ainda não tenho maturidade para as aceitar.. Não sei se algum dia terei, e pouco me importa também.... o importante é que agora não me sinto bem com elas e se eu não estiver bem, como posso passar o bem para o outro?? Bora lá cuidar de nós!! Sim senhora!!!!
    Beijinhos

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